quarta-feira, 8 de maio de 2013

O Atletismo Como Forma de Inclusão Social.




O esporte na dimensão educativa e de inclusão social é assegurado por lei na constituição Federal, art. 217, que diz "É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um”. É legitimado para crianças e adolescentes em seu Estatuto, no capítulo IV, artigo 59, que cita: "Os municípios com o apoio do Estado e da União estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para a programação cultural, esportiva e de lazer voltada para infância e a juventude". A escola entra nessa lógica na concessão do espaço e na responsabilidade de fomentar essas práticas educativas. E o ensino do atletismo deve focar seus propósitos ao que a carta maior deste país determina. Apesar de se tratar de um dos conteúdos clássicos da Educação Física, o atletismo é ainda muito pouco difundido nas escolas brasileiras e se são trabalhados estão sendo feitos de maneira restrita onde as aulas se concentram em poucas modalidades, geralmente corridas e saltos. Além disso, em muitas escolas, o atletismo é desenvolvido com o objetivo clássico de sobrepujar o adversário, através de procedimentos metodológicos que visam ao rendimento, estando à margem da criatividade, da construção de novas formas de movimento e da inserção das mesmas no contexto pedagógico dos outros esportes.

A prática de esportes é essencial para mantermos uma vida saudável e menos estressante. No entanto, nem sempre nos conscientizamos que, além disso, ele é um fator muito importante para a ressocialização de pessoas à margem da sociedade. Por isso, o esporte é visto hoje como um processo de sucesso na busca da inclusão social, contribuindo com o desenvolvimento físico e motor, identificando responsabilidade, auto-confiança e integração no trabalho em grupo.
O Atletismo é a forma mais antiga de um desporto organizado, vem dos tempos de outrora em que correr, saltar e lançar eram encarados como uma aprendizagem vital na caça e na guerra. A versão moderna é bem mais ampla, pois trata-se de um esporte com provas de pista (corridas rasas, corridas com barreiras ou com obstáculos, saltos, arremesso, lançamentos e provas combinadas (decatlo e heptatlo), corridas de rua (de diversas distâncias, como a maratona e corridas de montanha); provas de cross country (corridas com obstáculos naturais ou artificiais); e marcha atlética. Considerado o esporte-base, por testar todas as característica básicas do homem, o atletismo não se limita somente à resistência física, mas integra essa resistência à habilidade física. É constituído por três modalidades: corridas, lançamentos e saltos. Considerado o esporte-base, por testar todas as características básicas do homem, o atletismo não se limita somente à resistência física, mas integra essa resistência à habilidade física. 

No Brasil e no mundo muitas pessoas são beneficiadas pelo atletismo, e o que mais essas pessoas ressaltam que é a integração na sociedade, onde são reconhecidas como verdadeiros cidadãos. E um dos muitos exemplos vem de uma pequena cidade de Sorriso, no Mato Grosso, uma cidade que tem apenas 24 anos de idade, que já revelou nomes como a saltadora Aline Nascimento, campeã brasileira do triplo na categoria menor, e Jéssica da Silva Almeida, campeã do arremesso do peso e do lançamento do disco no Brasileiro Caixa Interclubes de Mirins. Essas duas atletas fazem parte da Escolinha Municipal de Atletismo, que integra um bem-sucedido programa de inclusão social na área do Atletismo que tem apoio do "Programa Caixa de Apoio a Centros de Descoberta de Talentos", da Confederação Brasileira de Atletismo,  Trata-se do projeto "Semente de Ouro", que reúne crianças e jovens de 10 a 17 anos, JÈSSICA diz: "O trabalho feito lá na cidade é excelente e me enche de esperança de crescer no esporte", e conclui o coordenador do projeto  Marcos Flademir Vieira "Com isso, tiramos esses meninos e meninas das ruas e os encaminhamos para a cidadania pela porta do Atletismo".


Atletismo, ferramenta de inclusão social.



O esporte pode modificar as vidas de muitas crianças e adolescente, impulsionando-as a superar obstáculos e a crescer com noções de solidariedade e respeito às diferenças. O objetivo do atletismo como ferramenta de inclusão social é dar condições para que o jovem faça do atletismo seu projeto de vida e se torne um campeão não só no esporte, mas também na vida, por isso deve-se pensar em longo prazo. O envolvimento em projetos sociais esportivos consegue evitar, entre outras coisas, que os jovens se envolvam ou pratiquem atos criminosos, já que ocupam o tempo ocioso com as práticas esportivas, ao invés de deixá-los na rua ou se envolvendo com o crime.

A convivência com os demais jovens nas atividades esportivas provoca também a socialização e o aumento das redes de sociabilidade, da amizade, formando assim, comportamentos e valores. Aliados a investimentos em outras áreas, os projetos esportivo-sociais trazem benfeitorias aos que estão em vulnerabilidade social. Os benefícios do esporte vão além do jogo em si. Realizando a prática esportiva, a criança e o jovem aprendem respeito pelas regras e pelos outros jogadores, agregam entendimento, esperteza para resoluções de conflitos, valor do esforço, auto-estima, responsabilidade.

É simples visualizar. Dentro de uma corrida de revezamento, por exemplo. Para jogá-lo, antes de tudo, é preciso entender as regras. Uma delas especifica que o jogador não pode passar o bastão fora da área demarcada para o passe. Se assim o fizer, estará desobedecendo a regra e a equipe será desclassificada.  E se o teu time está perdendo e precisa reverter o placar? É preciso buscar uma solução para reverter esse problema. Ou mesmo em outras decisões: é preciso utilizar a melhor tática para vencer o adversário.

E o empenho.  Se eu me esforço, se eu me uno ao grupo, o resultado será positivo. Mesmo que o esporte seja coletivo, todos dentro de quadra ou pista possuem uma função. Se eu não exercer a minha, prejudico o time todo. Para tanto, preciso ter a responsabilidade de exercer a função que me é solicitada. Unindo todas essas características, mostro que sou capaz e o bom desempenho gera a confiança no time e em mim mesmo. Auto-confiança, essencial, para a boa auto-estima.


Foi assim que, Robson Caetano, homem mais rápido da América do Sul, detentor até hoje do recorde sul-americano nos 100m, com tempo de 10 segundos cravados que lhe deram vitória no Campeonato Ibero-Americano do México (1988), É também uma história de integração e superação pois saiu de uma favela carioca onde trabalhava como ajudante de pedreiro onde Teve vários momentos em sua vida que minha família duvidou da possibilidade que o esporte apontava na sua vida.  Foi descoberto pela técnica de atletismo Sônia Ricette, num campo de futebol, na Baixada Fluminense (RJ), no final dos anos 1970. Foi levado para o pentatlo moderno, no qual descobriu sua vocação para as provas de pista no atletismo. Para se tornar um atleta consagrado, ele teve de enfrentar o estigma que o acompanhou por muito tempo, em especial no início da carreira, o período mais crítico para qualquer pessoa: ser taxado de irresponsável, indisciplinado, inconsequente. Muitos treinadores não apostavam nele por causa da rebeldia, mesmo reconhecendo seu talento indiscutível, "O mais importante eu tive em casa, Mesmo não tendo condições financeiras, meus pais me deram muito apoio", afirma, com ressalva para o avô, que queria ver o neto trabalhando como estivador no Porto. "Na época, ser esportista era ser vagabundo, por isso ele era contra". O atletismo levou Robson exatamente para o caminho contrário do temido pelo seu avô. E hoje um exemplo de vida é um exemplo para aqueles que estão começando no esporte.

São por aprendizados como esses, que as Nações Unidas vêem o esporte como promotor da integração social e desenvolvimento econômico em diferentes contextos geográficos, culturais e políticos. Conforme a ONU, ele traz valores humanos, assim como respeito pelo adversário, aceitação das regras, trabalho em equipe e lealdade.



O Atletismo na Bahia



Trazendo para nossa realidade, o atletismo na Bahia, ainda a muito que se fazer, mesmo que de alguns anos pra cá venha ganhando um grande espaço em nosso Estado. Manter esses projetos tem sido de um enorme esforço para os coordenadores por se debater com a falta de patrocínio e infraestrutura em especial em nossa capital onde, segundo o ex-atleta Herval Souza, o nosso governo tem virado as  costas,  mas esses profissionais não tem baixado a cabeça, e um em especial um que merece destaque: com o auxilio de outros profissionais e com o apoio da federação baiana de atletismo, Herval Souza
mantém um projeto a 7 anos em uma parceria com o Colégio Militar, onde reúne jovens com objetivos semelhantes  de serem alguém perante a sociedade e de crescer dentro do esporte.

Relata Herval Souza: “Estamos tentando manter esse trabalho para que o atletismo se mantenha vivo”. Herval utiliza parte da área do colégio militar para treinar seus alunos, onde deveriam treinar numa pista de atletismo de verdade não numa pista de brita. Mesmo sem recursos e infraestrutura adequada, vários talentos já foram descobertos e devolvidos a sociedades, mantendo assim o sonho de crescer no esporte, e assim tem sido com Djavan e beatriz que mantem o sonho vivo treinando ao lado da campeã brasileira e filha de Herval Souza, Gabriela Souza que representa a maior aposta do atletismo baiano e assim o atletismo tem mantido vivo os sonhos de muitos jovens.





Projeto Mar Aberto

Entrevista com o professor Paulo Conceição                      
                                 



O que o motivou a iniciar um projeto de Inclusão Social, tendo como base a pratica desportiva?


Paulo: O esporte é uma das maiores ferramentas que temos para unir nações! Imaginem a facilidade que seria para unir e reunir uma comunidade e suas adjacências.

Tudo se deu com a natação até chegar ao atletismo. Partindo do principio que a natação é um dos esportes mais prazerosos e uma minoria tem acesso a essa modalidade e não existem espaços apropriados, ou seja, não existe piscina nas escolas.

Salvador por ser uma cidade litorânea, e a praia democrática, facilita ao alto índice de acidentes aquáticos pelo fato que existe um grande numero de pessoas que não tem habilidade natatória.

Dai surgiu o projeto idealizado pelo guarda-vidas e então professor especialista em Educação Física, em ensinar natação na praia, por trabalhar como guarda-vidas dessa mesma praia onde o número de afogamentos eram constante e  assim desenvolvido o projeto chamado de MAR ABERTO, onde dentro do mesmo projeto surgiu um grupo de corredores que foram desenvolvendo suas habilidades.


Quais as dificuldades encontradas durante o desenvolvimento do projeto até chegar ao ponto que se encontra hoje?


Paulo: Credibilidade dos pais para deixar as crianças frequentar um espaço dito por eles “pais” perigoso, porém a maioria dos próprios pais também eram vitimas de não ter habilidades natatória, material para natação é caro e para o atletismo não fica para traz, pois os uniformes são caros e as sapatilhas e tênis também são de alto custo, alem, do local para treino. Hoje temos um horário em uma piscina da comunidade e ainda não existe pista para dar continuidade aos nossos trabalhos.



Quais os benefícios que os jovens e crianças que aderiram ao projeto, alcançaram após conhecerem a pratica do atletismo?


Paulo: Benefícios são muitos! Primeiro aproximar todos de uma modalidade olímpica que é o atletismo, segundo precisam estar na escola, pois o esporte ou qualquer modalidade esportiva ainda é muito relativo em nosso estado, terceiro que pode ser uma profissão mesmo tendo todas as dificuldades aqueles que insistirem não estarão perdendo nada, pois esporte bem feito e feito por quem gosta se torna prazeroso.







O atletismo e o seu papel na inclusão da mulher na sociedade



O atletismo também foi um grande propulsor no ingresso das mulheres para o esporte em olimpíadas. Em 1912, o barão Pierre de Coubertin idealizador das Olimpíadas da Era Moderna e então presidente do Comitê Olímpico Internacional defendia, de forma contundente, a exclusão das mulheres da competição ao frisar que “os jogos olímpicos são a exaltação solene e periódica do esporte masculino”. Ele afirmava: “o verdadeiro herói olímpico é, a meu ver, o homem adulto... Não aprovo a participação das mulheres em competições públicas. Isto não significa que elas devam se abster de praticar esportes, mas não devem dar espetáculo. Nos jogos olímpicos seu papel deveria ser, sobretudo, como nos antigos torneios, o de coroar os vencedores”. Pressionado pelo avanço do movimento feminista no campo esportivo, Pierre de Coubertin renunciou à presidência do COI, em 1925. Três anos depois, nos Jogos de Amsterdã,  as provas de atletismo  consideradas impróprias para o “sexo frágil”  foram incluídas no programa olímpico para desespero do barão, dai então, impulsionadas por essa conquista, participar de outros esportes considerados impróprios para mulheres era uma questão de tempo, e assim foi.


Kathrine Switzer, primeira mulher a participar da Maratona de Boston (EUA), em 1967. Na época, apenas os homens podiam integrar quaisquer provas de rua no país, antes mesmo das mulheres se rebelarem contra os padrões vigentes, pedindo maior igualdade entre os seres humanos, na famosa praça de Atlantic City, em 1968. A americana viveu momentos de tensão e vitória naquele gelado dia, e não fazia ideia de que se tornaria parte da história. Em 1967, Switzer misturou-se secretamente ao exército de homens que disputavam a Maratona de Boston. Ela se inscreveu com as iniciais de seu nome e usava um número de peito oficial. Descoberta e quase expulsa da prova, a norte-americana contou com o apoio de seu namorado na época e do seu treinador para conseguir completar o percurso. Antes dela, outras mulheres haviam tentado correr maratonas extra-oficialmente, mas nenhuma teve a mesma repercussão.

A cena da tentativa de expulsão atraiu tanto a atenção da mídia que ganhou um espaço entre as “100 fotos que mudaram o mundo”, pela revista Time, e foi o primeiro passo para a abertura de grandes corridas para a participação feminina. Switzer ainda correu outras 38 maratonas, venceu a de Nova York em 1974 e criou o Circuito Internacional de Corridas Avon, exclusivamente para mulheres.


















Entrevista com o professor Hélio*.





 

O que o atletismo representa em sua vida?



Hélio - O atletismo representa para mim o sonho de me tornar  atleta, técnico e professor de Educação Física. Representa também, uma experiência de vida maravilhosa e o encontro com pessoas que me fizeram uma pessoa melhor.



O senhor acredita no atletismo como ferramenta de inclusão social?



Hélio - Acredito sim, pois ao longo dos vinte e cinco anos trabalhando no atletismo constatei cotidianamente o poder do esporte, mas principalmente do atletismo por oferecer oportunidades das pessoas mudarem de vida, terem ascensão social, alcançarem seus sonhos e virarem cidadãos de bem, cidadão brasileiro.


Na sua opinião, qual deve ser a postura do profissional de educação física nesse processo?



Hélio - Creio que a responsabilidade do profissional de Educação Física é enorme. Primeiro ele tem que acreditar  no esporte como instrumento de educação, transformação e de cidadania. Em segundo tem que ter uma atitude profissional pautada na honestidade de proposito, seriedade, competência técnica, austeridade, disciplina, mas sobretudo uma postura de educador, de um líder, de orientador e de cidadão de bons exemplos para a sociedade.



Até mais, espero ter contribuído de alguma forma.

Hélio Campos.















O menino que atirava pedras

Antônio Carlos Maciel atirava pedras nos carros que passavam na rodovia Ayrton Senna. Até o dia em que acertou o carro da funcionária da escola em que estudava em Mogi das Cruzes e foi incentivado a trocar a perigosa brincadeira por esporte. Deu certo. O garoto de 17 anos, primogênito da dona de casa Simone Soares, 35, mãe de mais cinco filhos --a última nasceu há uma semana-- com três pais, transformou-se em atleta do lançamento de dardo e tem marcas que impressionam pelo pouco tempo de treinamento. Ele está de segunda a sexta-feira no Ibirapuera sob a orientação de Fátima Germano, da ASA (Associação Sertanezina de Atletismo). Rotina iniciada em fevereiro. Mas que lhe rendeu a marca de 60,25 m com o dardo de 700 g, utilizado na categoria menor (até 17 anos) e 100 g a menos do que o adulto. É o segundo do país nesta idade.



Antônio Carlos Maciel
é esperança no lançamento de dardo



A força já tinha sido percebida em 2003, no dia em que acertou um Corsa na Ayrton Senna sem saber que era de alguém que o conhecia. Em vez de castigo, teve que ouvir um longo sermão das professoras sobre os perigos de atirar pedras nos carros. Foi a professora Luciene Rocha, que trabalhava com crianças carentes da região no Projeto Fênix, em Mogi das Cruzes, quem indicou Antônio Carlos ao atletismo. O teste de aptidão foi do jeito que ele gosta: arremessando bolas de tênis em um campo de futebol e correndo. Era basicamente o que ele fazia à margem da rodovia, jogar pedras nos veículos e fugir em disparada para não ser pego pela polícia. Era sua diversão dos 10 aos 13 anos.

"Não sabia que era perigoso. Quando comecei a praticar esporte na escola, entendi que não era legal jogar pedras e eu também nem tinha energias para fazer isso depois dos treinos", contou.

Por três anos, Antônio Carlos permaneceu com a professora Luciene participando de festivais de atletismo. Competir era uma brincadeira. Ele nem sequer tinha cadastro na FPA (Federação Paulista de Atletismo). Lançava dardos a módicos 43 m, participava de provas de 75 m, e ajudava Lucilene nos treinamentos com os alunos do projeto social Fênix. Esporte passou na ser coisa séria quando ele passou no teste do Centro de Excelência da FPA em novembro e começou a treinar com Fátima três meses mais tarde.



Mudou de endereço. Deixou o barraco da mãe, à margem da Ayrton Senna, e foi para o alojamento no Complexo Constâncio Vaz Guimarães, na zona sul de São Paulo. Passou a ganhar R$ 150 de ajuda de custo da equipe a que se filiou, a ASA.

Após três semanas de treinos, participou da primeira competição --um torneio de lançamentos da FPA. Alcançou 50 m com facilidade.

Competiu em mais seis campeonatos. Um deles em Uberlândia, no Sul-Americano de atletismo, que dava uma vaga ao campeão nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura, neste mês.

Fonte: Folha de São Paulo






Exibição do vídeo “Conheça a história do menino que trocou o vandalismo pelo esporte.“, que foi matéria do programa Esporte Fantástico no dia 18 de setembro de 2010, e que conta a história de Antônio Maciel, “O menino que atirava pedras”.






 Conclusão:


A prática de esportes é essencial para mantermos uma vida saudável e menos estressante. No entanto, nem sempre nos conscientizamos que, além disso, ele é um fator muito importante para a ressocialização de pessoas à margem da sociedade. Por isso, o esporte é visto hoje como um processo de sucesso na busca da inclusão social, contribuindo com o desenvolvimento físico e motor, identificando responsabilidade, auto-confiança e integração no trabalho em grupo.

O esporte pode modificar as vidas de muitas crianças e adolescentes, impulsionando-as a superar obstáculos e a crescer com noções de solidariedade e respeito às diferenças. As experiências com projetos sociais ligados ao Esporte mostram que a atividade física, em especial no que diz respeito aos mais jovens, tem um fator motivador extremamente positivo. Os efeitos são sentidos no dia-a-dia, com crianças e adolescentes mais concentradas nas aulas, disciplinadas e, principalmente, fora das ruas.

O esporte aliado a educação é uma poderosa arma na área da proteção social e resgate de crianças e jovens em situação de risco, pois este se manterá ocupado com atividades prazerosas e não estará ocioso nas ruas ocupando o seu tempo aprendendo o que não deve. Ao negar a alguém o acesso a uma educação de qualidade, se comete uma agressão contra a cidadania, e inegavelmente o esporte e a cultura devem ser favorecidos pois facilitam o processo educativo.

O objetivo do atletismo como ferramenta de inclusão social é dar condições para que o jovem faça do atletismo seu projeto de vida e se torne um campeão não só no esporte, mas também na vida, como nos disse o professor Hélio.



























Fontes de pesquisa e referências:





BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1998. Disponível em: http://www.senado.gov.br/sf/legislacao/const/con1988/CON1988_05.10.1988/index.htm. acesso em 08-11-2012.

BRASIL. Estatuto da criança e do adolescente: Lei federal nº 8069, de 13 de julho de 1990. Rio de Janeiro: Imprensa Oficial, 2002.




ESPORTE Fantástico. Conheça a história do menino que trocou o vandalismo pelo esporte. 18/9/2010. Disponível em: http://esportes.r7.com/esporte-fantastico/video/conheca-a-historia-do-menino-que-trocou-o-vandalismo-pelo-esporte--4d593be89dfc1bf61d9a858f/ acesso em 13-11-2012.


FARIAS, Cláudia Maria de. História do esporte; relações de gênero; emancipação feminina Superando barreiras e preconceitos: a trajetória do atletismo feminino brasileiro, 1948-1971, Universidade Federal Fluminense.                                                                  Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST67/Claudia_Maria_de_Farias_67.pdf , acesso em 03-11-2012.


FOLHA de São Paulo. Menino que atirava pedras em carros vira esperança no lançamento de dardo. Por DANIEL BRITO, em 04-08-2010. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/esporte/777493-menino-que-atirava-pedras-em-carros-vira-esperanca-no-lancamento-de-dardo.shtml.  Acesso em: 13 nov. 2012.


NASCIMENTO, Cláudia Regina Antunes do. Programa ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade: um estudo de caso. 2008. 94 f. Monografia (Bacharelado em Serviço Social)-Universidade de Brasília, Brasília, 2008. Disponível em: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015509.pdf. Acesso em: 13 nov. 2012.

O menino que atirava pedras. Disponível em: http://fenixatletismo.org.br/blogger/?page_id=50, acesso em 03-11-2012.


PACIEVITCH, Thaís. Inclusão Social. Data de publicação: 20/10/2008
Categorias:
Educação, Sociedade, Sociologia. Disponível em: http://www.infoescola.com/sociologia/inclusão-social/, acesso em 13-11-2012.


PARENTE, José Willams Ribeiro. Importância do atletismo na escola. Disponível em: http://www.webartigos.com/artigos/importancia-do-atletismo-na-escola/81449/, acesso em 03-11-2012.


REZENDE, Viviane. Atletismo baiano sobrevive devido ao esforço de alguns guerreiros. Programa Turma da Bola, Canal 9 /Salvador-Ba/ Reportagem: / Imagens: Edinho Oliveira / Edição: Robson Caxias. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=yAKeE9SuX2w.  Acesso em: 12 nov. 2012.


SUÉLEN Barboza Eiras, Doralice Lange de Souza, Andréa Leal Vialich, Fernando Renato Cavichiolli. Projetos sociais esportivos: quais os objetivos de quem oferta e de quem participa? Disponível em http://www.efdeportes.com/efd138/projetos-sociais-esportivos.htm, acesso em 03-11-2012.


TELLES, Manoela e Thyago Mathias. Robson Caetano, o brasileiro mais rápido da história. Disponível em: http://www.esporteessencial.com.br/entrevista/robson-caetano-atletismo. Acesso em: 14 nov. 2012.

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